Clínica  de Otorrinolaringologia de Alphaville

Artigos científicos

Perda Auditiva - Prevenção

por Ana Carolina Soter (CRM 98.599) e Antonio Carlos Cedin (CRM 34.276)

No mundo, mais de 500 milhões de pessoas apresentam algum tipo de perda auditiva. Sabemos que crianças, adolescentes, adultos e idosos sofrem com este problema. Em decorrência da exposição a ruídos, há um crescente aumento na incidência de problemas de audição na população mais jovem.

Entre as inúmeras causas de perda auditiva destacam-se as genéticas, infecciosas e medicamentosas, além do envelhecimento. A perda auditiva exerce importante impacto em todas as etapas da vida, seja no desenvolvimento da linguagem das crianças ou na audição dos idosos. Alunos são prejudicados com baixo desempenho escolar e adultos, com dificuldades no trabalho.

Muitas vezes, o zumbido surge associado à perda auditiva, sendo, em muitos casos, uma consequência da mesma. O zumbido pode passar despercebido ou se tornar um incômodo na vida das pessoas levando a dificuldades de concentração, estresse e prejuízo do sono. Hoje existem várias opções de tratamento para a pessoa com perda auditiva e zumbido. As alternativas atuais, em função do avanço tecnológico, são mais eficientes, mais acessíveis e de ótimos resultados

Dentre as opções de tratamento, preventivas e medicamentosas, que podem beneficiar o paciente com perda de audição, destacamos os aparelhos digitais de última geração. Equipamentos eletrônicos que emitem sons em frequências específicas também são empregados tratamento dos zumbidos, tornando-os quase imperceptíveis. Assim, atualmente temos excelentes recursos para as pessoas que sofrem com a perda auditiva, associada ou não aos zumbidos, não precisando mais se resignar a sua tolerância.

Técnica nova corrige malformação em bebê

por Antonio Carlos Cedin

Método brasileiro para desobstrução nasal apresenta melhores resultados que a cirurgia convencional 
 
FERNANDA BASSETTE DA REPORTAGEM LOCAL 
 
Uma inovação brasileira desenvolvida para operar bebês com malformação nasal apresenta resultados melhores do que as cirurgias tradicionais, segundo uma revisão de estudos nacionais e internacionais.
A pesquisa mostrou que 30% dos bebês operados pelo método tradicional precisam ser reoperados mais de uma vez, contra 9% dos que fazem a cirurgia adaptada por brasileiros.
A revisão, que envolveu 29 estudos, foi realizada pelo otorrinolaringologista Antonio Carlos Cedin, do Hospital Beneficência Portuguesa, e será publicada na Cochrane (rede global dedicada à revisão de pesquisas na área de saúde).
Bebês que nascem com essa malformação não conseguem respirar direito porque um osso fecha o canal entre o nariz e a traqueia, por onde o ar deveria passar. Como ao nascer a criança respira essencialmente pelo nariz, ela precisa ser entubada até ter condições de passar por uma cirurgia corretiva.
 
 
As cirurgias
 
Na técnica convencional, o cirurgião quebra o osso para abrir espaço e insere um molde (tipo um stent) com o objetivo de manter a abertura. O bebê fica com o molde no nariz por pelo menos 45 dias.
Depois que o molde é retirado, 30% das crianças precisam reoperar, porque o nariz volta a fechar. "O organismo reage ao corpo estranho, isso favorece a proliferação do tecido e infecções. Isso faz com que o local volte a fechar", explica Cedin.
A adaptação cirúrgica foi criada por Cedin e também pela otorrino Shirley Pignatari, em parceria com o professor Aldo Stamm, da Unifesp.
A técnica aproveita retalhos do tecido que reveste as mucosas do nariz para ter uma cicatrização mais rápida e com menos riscos de nova obstrução.
Há pequenas variações entre a técnica criada por Cedin e a desenvolvida por Pignatari, mas ambas promovem uma reabilitação melhor.
Após quebrar o osso e abrir o orifício para a passagem do ar, os médicos, em vez de molde, fazem uma espécie de "borda" e colam a região com a pele do próprio paciente.
"As duas técnicas brasileiras têm o mesmo princípio: são menos invasivas e com menos riscos de reobstrução. O pós-operatório também é muito melhor, evita o desconforto de a criança ter que ficar com um molde no nariz", diz Pignatari.
Mas José Faibes Lubianca Neto, presidente da Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica diz que, apesar de haver outras técnicas para corrigir a obstrução, a mais usada no Brasil é a dos moldes.
"A técnica do retalho tem o benefício de diminuir o risco de novas intervenções, mas é uma cirurgia demorada e difícil."

Surgery for congenital choanal atresia

por Antonio Carlos Cedin AC; Atallah AN; Andriolo RB; Cruz OL; Pignatari SN. Cochrane Database Syst Rev; 2: CD008993, 2012.

BACKGROUND: Congenital choanal atresia is a rare abnormality characterized by unilateral or bilateral lack of patency of the posterior end of the nasal cavity. With an incidence of 1:5000 to 1:8000 births, it is twice as prevalent in females as it is in males. Surgical procedures aim to provide adequate functional choanal patency and a low rate of restenosis, avoid harm to any structure in development, enable shorter surgery and hospitalization times, and minimize morbidity and mortality.

OBJECTIVES: To evaluate the effectiveness and safety of the available surgical techniques for the treatment of congenital choanal atresia in patients with unilateral and bilateral atresia.

SEARCH METHODS: We searched the Cochrane Ear, Nose and Throat Disorders Group Trials Register; the Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL); PubMed; EMBASE; CINAHL; Web of Science; BIOSIS Previews; Cambridge Scientific Abstracts; ISRCTN and additional sources for published and unpublished trials. The date of the search was 31 January 2011.

SELECTION CRITERIA: We planned to include parallel randomized or quasi-randomized controlled trials testing surgical approaches for the treatment of congenital atresia (irrespective of gender and age) that evaluated normal/adequate respiratory function (self reported or preserved nasal airway) and restenosis as the main primary outcomes. We did not consider reoperation and non-congenital atresia (e.g. traumatic, iatrogenic atresias) for inclusion.

DATA COLLECTION AND ANALYSIS: Three review authors independently assessed the titles and abstracts of the identified articles to determine potential relevance. For dichotomous and continuous variables, we planned to calculate risk ratios (relative risks; RR) and mean differences (MD) with 95% confidence intervals (CI), respectively. We planned to use the random-effects model since we were expecting substantial clinical and methodological heterogeneity.

MAIN RESULTS: No randomized controlled trials were identified. From the 120 reports retrieved using our search strategy, 46 primary studies had the potential to be included since they had tested surgical approaches for choanal atresia. However, we excluded all of them during the final selection process because their study designs did not meet our inclusion criteria.

AUTHORS' CONCLUSIONS: There is no definitive evidence, based on randomized controlled trials, to demonstrate the potential advantages and disadvantages of any specific surgical technique for patients with choanal atresia. Specialists should unify their efforts in multicenter randomized controlled trials that test the effectiveness and safety of different surgical techniques in patients with choanal atresia.

Plastica da Ponta Nasal Sem Cortes

por ANTONIO C. CEDIN

APESAR DE ALGUNS CIRURGIÕES REALIZAREM O TRATAMENTO DA PONTA NASAL COM INCISÕES EXTERNAS QUE PODEM DEIXAR CICATRIZES, PODE-SE EM MUITOS CASOS FAZER A  CIRURGIA SEM CORTES.

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Cirurgia Estética e Funcional do Nariz

por Antonio Carlos Cedin

Viva melhor respirando pelo nariz

por Antonio Carlos Cedin

Rinosseptoplastia Endonasal

por Dr. Antonio Carlos Cedin

Cirurgia Plástica da Face e a Otorrinolaringologia

por Antonio Carlos Cedin


Ouvir bem faz toda a diferença

por Dr. Antonio Carlos Cedin